Toda mãe tem força?

September 1, 2017

 

 

Em meu caminhar profissional, sempre orientei e conversei muito com pais e mães. Ultimamente tenho ouvido muito que sou forte, sou guerreira, que sou corajosa por ter encarado um desafio grande que a vida me apresentou.

O que me fez pensar uma série de coisas. Enquanto psicóloga, tenho percebido um “desamparo parental”, se é que posso chamar assim.

Mães e pais perdidos em relação ao que fazer na educação dos filhos. Muitos recorrem à escola, aos professores, avós, psicólogos, pediatras, internet, enfim, a qualquer um que possa lhes dar um conselho ou uma receita mágica de como educar aquele pequeno ser que habita a sua casa.

O que está acontecendo? Será que não sabemos mais educar?

Fato é que estamos sendo bombardeados de muitas teorias e de muitos palpites o tempo todo. Isso tem gerado uma insegurança enorme na maioria dos pais. Esses, por sua vez, estão cada vez mais afastados dos filhos, trabalham cada vez mais e terceirizam a educação. Com tudo isso, não conhecem seus filhos e alguns não conseguem responder à simples pergunta: Qual comida o seu filho mais gosta?

A autora do Livro A Maternidade e o Encontro com Sua Própria Sombra, Laura Gutman, descreve uma relação mãe e filho que é muito profunda e que tem sido apagada com o passar do tempo e com a nossa modernidade. Infelizmente temos esquecido da nossa essência, desse vínculo que é tão forte e que depois de algum tempo, se essa mãe não mantê-lo vivo, ele pode ficar esquecido no fundo do baú.

Em consultório, muitas mães me procuravam para aconselhá-las sobre o que fazer e, depois de conversarmos muito, elas me diziam no final: - Eu já sabia o que fazer! E eu sempre dizia, escute o seu coração, ele te dirá qual é o melhor caminho.

É isso! Temos que aprender, ou reaprender, a fazer o caminho de volta, olhar para dentro, ouvir nossos filhos, ouvir nossos corações, buscar a nossa essência, observar nossos filhos, diálogar, procurar saber os seus interesses, conviver com eles.

Afinal, você gerou essa criança, ela estava dentro de você, o vínculo é unico, só seu, você aprendeu a identificar todos os choros, todos os gestos, olhares, como agora não reconhece, não entende o que ele está querendo te dizer?

Sei que não queremos errar com os nossos filhos. Não estou dizendo que não podemos correr atrás da informação, mas não devemos seguir um conselho com os olhos fechados e nem mesmo analisar se ele é ou não adequado para o meu filho, para os meus valores e para a minha família.

Agora quero fazer um convite muito especial para você.

Adoro ouvir histórias e acredito que cada história é unica e extremamente rica.

O meu convite á para todos os pais ou mães que lerem esse texto e que quiserem dividir suas histórias com a gente. Peço que você escreva uma história com seu filho ou sua filha. Uma história que possa nos contar ou mostrar isso que eu disse acima, algo que deu certo quando você ouviu o seu coração. Não se sinta acanhado e não fique procurando a sua melhor hstória,  todas são importantes e maravilhosas. Gostaria muito de publicá-las aqui na página, se você permitir é claro.

 

Se você se sentir mais à vontade  e não quiser colocar o nome ou usar um nome fictício, tudo bem. O importante é a história!

Você pode postar ai nos comentários ou me mandar por e-mail: debbys.garcia@ uol.com.br.

Vamos ajudar outras mães a encontrar o caminho do seu coração.

Estou na expectativa pela sua história!!

Beijo no coração.

Deborah Garcia

Psicóloga, Psicopedagoga e Arteterapeuta

CRP: 62436

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