Resiliência

Segundo o dicionário, resiliência é a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças. E a wikepédia coloca como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades.

Nas organizações, a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças estratégicas na pessoa para enfrentar a adversidade.

Quero hoje dividir com vocês algo que está acontecendo com meu filho e que fiquei muito orgulhosa da educação que tenho dado a ele.

Imagino que todos já saibam que mudei recentemente de país e meu filho teve que iniciar na escola aqui nos EUA, sem falar nada de inglês. Desde o momento que ficou decidido que iriamos nos mudar, temos conversado com ele e preparado ele para as mudanças e para as dificuldades que surgiriam.

Claro que, como toda mãe, tentei negociar na escola se poderia ficar por lá enquanto ele estava em aula, pois ele não saberia falar nada (e nem eu) e poderia estar ali para qualquer dificuldade com ele. Como era de se esperar, a educação americana não permite paparicos e superproteção e levei logo um não bem grande e fui avisada de que se ouvesse algum problema eu seria avisada e poderia buscá-lo na escola.

Bom, chegou o primeiro dia de aula! Noite mal dormida para todos e a ansiedade a mil. Ah, tem um detalhe: o primeiro dia de aula era também o seu aniversário de 9 anos.

Depois de acordarmos com os parabéns, repassar as últimas coordenadas de como poderia ser, lá vamos todos levá-lo na escola. O fato era que por mais que tentássemos passar alguma idéia de como poderia ser, também não sabiamos de nada. O deixamos na porta da classe, ele acena da sua carteira com um sorrisinho nervoso e nos despedimos com lágrimas nos olhos.

Meu coraçao de mãe sabia que aquilo era uma oportunidade de crescimento imenso, mas também carrego a culpa que nasce com todas as mães de estarmos sempre culpados por jogar o filho fora do ninho.

Contei cada hora no relógio e a cada minuto sem o telefone tocar, era um sinal de que tudo estava indo bem e que ia dar certo.Vou buscá-lo na porta da escola e ele sai todo feliz. Logo penso: - Uau, deu tudo certo!!

Quando pergunto como foi, ele começa a chorar e diz que foi muito ruim, mas que ele aguentou firme. Ficou assustado o dia todo e com muito medo. Nos abraçamos e choramos juntos ali mesmo na porta da escola. Conversei muito com ele, o confortando, mas o incentivando a continuar e ver o quanto ele tinha sido “resiliente” e corajoso o dia todo.

Nesta hora, pensei em todas as criticas que muitas vezes recebi por deixar o meu filho se virar sozinho ou por deixá-lo no problema alguns minutos e buscar por ele mesmo a solução. Permiti que ele fortalecesse a sua resiliência e que pudesse nesse momento resgatá–la e aguentar firme. Depois mais calmo, me contou que conseguiu entender a maioria das coisas que aconteceram, que observou as outras crianças e que fez o que sabia. Enfim, não paralisou frente a dificuldade e buscou as soluções mais adequadas para aquele momento. No resumo do que ele me contou, me encheu de orgulho, pois se saiu melhor do que eu faria.

Você quer uma dica para desenvolver a resiliência em seu filho?

Primeiro confie no seu coração de mãe ou de pai e depois use todas as oportunidades que tiver para deixar o seu filho “quebrar a cabeça” sozinho e buscar soluções por si próprio. O incentive sempre enquanto ele estiver “quebrando a cabeça”, ajude–o a pensar, fazendo perguntas reflexivas, seja amoroso, não critique, não use falas pejorativas.

Assim, além de você desenvolver a resiliência dele, você também estará fortalecendo sua autoestima e fazendo-o acreditar que é capaz.

Abraços e até o próximo texto!

Sinta-se à vontade para dividir esse texto com os amigos, compartilhe, curta e, principalmente, comente. Me deixe saber sua opinião sobre minhas reflexões. Vamos refletir juntos.

Deborah Garcia – Psicóloga, Psicopedagoga e Arterapeuta.

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