POR QUE PRECISAMOS TANTO DE PAIS?


Você sabia que Jung diz que somos seres duais, antagônicos, que dentro de todos nós encontramos todos os opostos, como bem e mal, bom e ruim, alegria e tristeza, afeto e desafeto, emoção e razão, etc? Pois é, mas infelizmente somos criados para valorizar somente o lado positivo e esconder o lado negativo. O fato é que todo ser humano necessita dos dois lados para se desenvolver. Jung ainda diz que para nos sentirmos plenos, precisamos estimular e conviver bem com os nosso opostos.

Mas o que isso tem a ver com o pai?

Antes de falarmos dos pais, precisamos falar das características masculinas e femininas. Outros dois opostos que se completam.

Jung chama essa força mais feminina de Anima e a masculina de Animus. O feminino traz em si características mais marcantes como afeto, carinho, proteção, cuidado, emoção, acolhimento, fragilidade, nutrição, vínculo simbiótico, mas também é composto de força, coragem, agressividade, determinação e por aí vai.

Já o masculino é marcado por regras, força, coragem, razão, castração, poder, limite, competitividade, mas também traz dentro dele o carinho, afeto, flexibilidade, proteção, etc.

O fato é que todos nós temos animus e anima dentro da gente, mas por algum motivo somos educados a estimular mais o animus se formos do sexo masculino e a anima, se formos do sexo feminino. Então em uma família dita tradicional, o pai provavelmente, será responsável por colocar ordem, regra quando esse filho necessitar e a mãe ficará responsável pelo acolhimento e afeto (estou sendo simplista. Claro que tem muito mais).

Hoje em dia podemos classificar em três padrões de atitudes masculinas:

-Pais que dividem a responsabilidade financeira da família, mas não as tarefas domésticas;

- famílias monoparentais, ou seja, chefiadas por mulheres e pais que assumem nenhuma ou o mínimo de responsabilidades pelos filhos;

- e o grupo de pais cuidadores que dividem as tarefas e responsabilidades com as mulheres.

Como tudo no mundo está em constante mudança e evolução, temos visto um aumento muito grande de pais que se envolvem e que têem desenvolvido a sua anima, buscando relações afetivas mais próximas com seus filhos, mas não deixando de exercer a sua função paterna dentro dessa família.

No livro “Ainda existe a cadeira do papai?” podemos questionar de toda as formas que lugar é esse que o pai ocupa dentro de uma dinâmica familiar.

Como disse acima, o masculino vem marcado de características que são necessárias para que qualquer criança tenha que se desenvolver. Enquanto a mãe é responsável no papel do acolhimento e a nutrição, tanto fisíca, quanto emocional, o pai tem a função de nos apresentar o mundo, de nos encorajar, de explorar. Também nos força a sair da redoma de vidro que as mães nos colocam enquanto acreditam que ainda somos frágeis e inofencivos. O pai nos ensina a voar e nos apresenta as regras, o limite que nos dá a consciencia de que não somos únicos e especiais.

Esse choque de realidade que o pai nos proporciona faz com que tomemos consciência de que o mundo é muito maior do que a nossa casa, que precisamos experimentar e testar as nossas habilidades quando precisarmos viver em sociedade.

A figura do pai é sempre marcado por alguns simbolismos fáceis de serem reconhecidos, pois quando visualizamos a figura do nosso pai, logo trazemos a mente características, como bravo, certo, justo, o que coloca llimite, o que te dá norte, o que te coloca foco, o que usa a razão para ter mais clareza do problema quando se instala o caos.

Não estou querendo dizer com isso que o pai substitui a mãe e que ele seja mais sensato que ela, mas que o conjunto de características femininas e masculinas, o animus e a anima bem estimulados, fazem com que a probabilidade de criarmos seres mais evoluídos e completos, aumenta e muito. Que necessitamos de alguém que exercite tanto a função paterna como a função materna e que isso pode ser feito por duas pessoas, por um só ou por muitas pessoas que educam uma criança.

A grande reflexão que quero trazer hoje é que todos nós ganhamos ao nos desenvolver por completo, tanto como pais, quanto como filhos.

E para você que característica mais marcante você tem do seu pai?

Obrigada por acompanhar a página. Estou adorando os feedbacks de vocês. Continuem curtindo, comente e compartilhem à vontade!

Deborah Garcia – Psicóloga, Psicopedagoga e Arteterapeuta.

CRP: 62436

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