História do Pai Rodrigo e seus filhos Bruno e Clara


Hoje tem mais #HistóriasdeConexão.

Apresento à vocês um pai incrível com dois filhis lindos e uma história de amor!!

Com vocês Rodrigo, Bruno e Clara.

Era o ano de 2005 ou 2006, e meu filho Bruno, então com cinco ou seis anos aprontou mais uma de suas peripécias, que na verdade nem me lembro direito qual foi.

Eu, pai, executivo, trabalhador, na correria do famigerado dia a dia estava sentado na sala, enquanto ouvia ele na bagunça. Sim, eu pensava executivo, pai, trabalhador e etc para justificar o quanto precisava descansar e algumas vezes não olhar de verdade o que até então estava acontecendo na vida do meu filho.

Depois mais algum tempo de bagunça, gritei de longe para ele parar, falei mais uma vez, e na terceira levantei do alto da minha “adultez” e personagem de homem estressado do dia a dia, fui até o quarto do Bruno e, de pé, lembro bem, dei um esporro homérico no moleque. Sim, homérico. Berrei com meu filho, de no máximo seis anos, que era um absurdo não me ouvir (de longe), que o que ele estava fazendo era bizarro e que ele deveria parar imediatamente. Ainda aos berros (que vergonha), o coloquei de castigo e bati a porta do seu quarto. Sim, fiz isso tudo...

Passados os dez minutos de castigo, ouço o famoso “pai, posso sair?”.

Olhei o relógio, vi que o prazo – sim, executivo fala prazo – havia passado e deixei o Bruno sair.

Mais dois minutos, ele vem chegando na sala, olha pra mim e fala:

- Pai, você acha que fiz o que fiz para te irritar ou para somente fazer algo errado?”

Por um minuto minha cabeça ficou vazia, buscando uma resposta inteligente que justificasse a atitude desproporcional que tive, e o Bruno seguiu falando:

- Fiz o que fiz, pois não sabia que estava errado. Se eu soubesse, você sabe que não teria feito.

Pensei: que bosta que eu fiz...

Imagino que seja o caso clássico do pai que volta da rua com toda a responsabilidade, frustrações, desafios, alegrias e peso do mundo nas costas e chegava em casa esperando o paraíso. Sim, o paraíso que devemos entender que simplesmente faz parte da nossa vida, e que deve ser tratado de forma integrada, pois o dia, a semana, o mês e a vida são uma coisa só. E esse foi o primeiro ensinamento que o Bruno me deu nesse dia.

O segundo, talvez mais importante, e certamente mais lembrado em quase todos os dias da minha vida, é que sempre temos que colocar a forma que pensamos para as pessoas antes de tomar qualquer atitude. Temos que achar uma forma de colocar nosso ponto de vista, ensinar, ouvir, aprender e chegar numa forma compartilhada de ver um assunto.

Se eu tivesse explicado tudo ao Bruno naquele momento imaturo que tive, certamente acharíamos a nossa forma de lidar com aquele momento e não teria sentido toda aquela indignação com alguém.

Isso serve para tudo na vida, e certamente você que está lendo aqui o meu relato já deve ter lembrado de centenas de momentos que você passou recentemente e no passado mais longínquo que escolher.

Portanto, agora sugiro que sempre pensem a melhor forma de abordar um assunto, sempre busque um acordo e cobre esse acordo. As pessoas que tem boas intenções por principio vão te admirar mais a cada dia, e, acredite, são essas pessoas que realmente importam.

Aqueles que estão aqui para tumultuar vão sempre tumultuar, e para esses casos sugiro que você torça para que essas almas encontrem um bom caminho, e que você entenda que esse tipo de gente não precisa estar ao seu lado.

Bom espero que tenha passado minha experiência com a aula de vida que tiver com meu filho, e que possa ter ajudado no caminho de cada um de vocês.

Obrigado, Bruno!

Deh, beijos!

Rodrigo Terra

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