A DIFÍCIL TAREFA DE DECIDIR VOLTAR AO TRABALHO APÓS A MATERNIDADE


O #ConexõesPaiseFilhos de hoje vai tratar de um assunto muito difícil para a maioria das mulheres, mas antes vou te contar uma história:

Maria desde muito nova sempre trabalhou e foi independente financeiramente. Quando tinha uns 29 anos arrumou um namorado e namoraram cerca de 4 anos, até que a vontade de ficar junto, os levou ao casamento. Maria estava casada e muito feliz. Trabalhava numa multinacional e tinha um cargo de gerência, que ela lutou muito para conseguir. Agora casada, dividia as despesas da casa com o marido.

Maria já vinha trabalhando duro para conseguir uma promoção e subir de cargo. Aos seus 35 anos ela consegue a tão esperada promoção e segue feliz da vida.

Já algum tempo uma ideia vinha rondando a sua cabeça, pois a idade avançando, Maria resgata um antigo sonho de ter filhos. Com o passar dos tempos e agora com a vida estabilizada, ela decide que é a hora de ter o tão esperado filho. Em suas tentativas, a demora e a ansiedade vão tomando conta do casal, mas Maria não desiste. Com 37 anos, maria finalmente se depara com os dois risquinhos do teste de farmácia e tem a confirmação que estava grávida.

Foi uma felicidade só!!

A gravidez correu muito bem, Maria não teve grandes problemas e a sua filha Bárbara, nasce linda, gordinha, saudável. Passados os primeiros meses, a fase da adaptação, Barbara e Maria curtiam essa nova relação e andavam grudadas o dia todo. Maria estava plena exercendo o seu novo papel de MÃE!

De vez enquando, Maria lembrava do seu trabalho, das colegas, das suas funções e batia uma saudade, mas logo Barbara chorava e Maria voltava a maternidade. O fim da Licença maternidade começou a chegar e Maria se viu dividida entre a Maternidade e as voltas com o antigo sonho de ter uma carreira bem-sucedida.

Vamos parar um pouquinho essa história. Você aí, já ouviu algo parecido? Já passou por isso?

Talvez você já tenha passado por isso ou esteja passando por isso nesse exato momento.

Quantos sentimentos, indecisões, incertezas, ansiedades, dúvidas passam na nossa cabeça num momento como esse. Para algumas mães, essa decisão pode ser clara e ao final da licença maternidade, a mãe se organiza, contrata uma babá, ou coloca o seu filho na escola e volta ao trabalho, mas mesmo assim não quer dizer que não sofra.

O que acontece? Porque se ter tantas dúvidas? É o melhor dos dois mundos: ter um filho e ser bem-sucedida na carreira?

Para quem olha de fora, é fácil e muito racional pensar assim, mas para a mãe que está dentro do “furacão” não é nada fácil.

No texto, O chamado Materno que escrevi a um tempo atrás, falava exatamente desse momento, desse vínculo que se é formado da mãe com o seu bebê. A transformação que a mulher passa desde os primeiros segundos que sabe que se está gravida, são imensas. Em primeiro lugar a mulher tem que se despedir do seu antigo corpo, pois ele agora cresce, perde as curvas e dá espaço para um novo ser que toma todos os seus pensamentos. Emocionalmente essa mulher está confusa e sentindo coisas que antes jamais sonhou em sentir, seus hormônios estão uma loucura e a responsabilidade de colocar um novo ser no mundo, a faz ter milhões de pensamentos por minuto sobre como está sendo e como será a chegada desse bebê. Socialmente essa mulher ganhou um novo papel que ela não tem experiência em saber como é. Somente a idéia e a lembrança de como foi para ela ser filha de sua mãe. As referências que ela tem não se encaixam nas suas novas perspectivas de mãe.

Se tornar mãe é algo muito complexo e que não se encerra nunca, SER MÃE é um exercício diário e que se exige um se reinventar a vida toda.

Diante de tudo isso, como fica o tão sonhado emprego?

O Emprego agora, diante desse novo olhar, dessa nova perspectiva de vida que se abriu na frente de Maria, fica em segundo plano. Como poder largar aquele SER com alguém, como ficar longe, como não acompanhar mais o que ele irá fazer durante o dia?

O emprego que antes era prioridade perde espaço para a sua verdadeira prioridade na vida.

O vínculo que se tem como bebê até os dois anos de vida é muito grande e é somente depois desse momento que o bebê começa a dar sinais de independência, que a mãe entende que sua vida precisa ser retomada e o olhar se volta para ela novamente. Por isso, uma licença maternidade de 4 ou 6 meses é uma Violência emocional para a mãe.

Muitas mães nesse momento abrem mão do seu tão sonhado emprego para viverem essa maternidade.

Voltar a trabalhar é muito saudável para a mulher, pois a maternidade não é só flores e ela terá essa necessidade após um tempo. Mas nesse momento para muitas mulheres, o emocional está falando mias alto e se você perguntar para qualquer mulher nessa volta ao trabalho, mesmo que ela tenha toda a certeza do mundo que ela quer voltar ao trabalho, você vai encontrar relatos sobre como foi difícil esse momento.

Aproveitem muito esse momento único na vida de vocês e de seus filhos!

E o que eu sempre digo para todas as mães que em algum momento ficam em dúvida do que fazer é: - Ouçam o seu coração! A sua voz interna é o melhor caminho.

Se você gostou, deixe um recadinho nos comentários. Irei adorar trocar ideias com você.

Grande beijo e até a próxima

Deborah Garcia – Psicóloga, Psicopedagoga e Arteterapeuta

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