#HistóriasdeConexão - Mamãe Ana Paula e sua filha Mariana


Essa história reflete bem um momento muito delicado da vida das mulheres que é o puerpério e eventualmente a depressão Pós parto. O momento do nascimento culturalmente é tido com um momento sublime e feliz, mas nem sempre é dessa maneira. O momento do nascimento para a mulher é também um luto daquela fase da gravidez.

Com vocês mamãe Ana Paula e sua filha Mariana.

Ser mãe não era uma das minhas prioridades, esperamos cinco anos e então decidimos tentar engravidar. Mais isso de início não foi como o imaginado, várias tentativas e frustrações até a descoberta de um problema na hipófise (entre outras coisas, regula a atividade de outras glândulas, como a tireoide e a suprarrenal). Assim passaram-se oito anos e conseguimos a tão esperada vitória, estava grávida. O sonho do papai era uma menina que já tinha nome desde o primeiro dia de tentativa rsrs.

Mariana nasceu de parto normal linda, gordinha e muito simpática desde pequena. Um sonho que começa ali, mais as coisas não ocorreram tão bem como se deveria para mim mamãe encantada com aquela pessoinha linda e perfeita.

Ali no hospital no pós-parto não fiquei bem, não tive vontade de amamentar e nem de cuidar da minha menina. Só queria ficar quieta e que ninguém me atrapalhasse queria permanecer no meu mundo sozinha.

Não foi nada diagnosticado no hospital assim recebemos alta e viemos para casa. Mais ao passar dos dias tive muitas dificuldades para cuidar da Mariana e não queria permanecer sozinha de jeito nenhum. Sentia muito medo, angustia e uma profunda tristeza dentro de mim. Estranho tudo aquilo, minha pequena estava forte e crescendo muito.

Assim passaram-se os dias e tivemos que ficar sozinhas não me lembro muito dessa fase, só orava muito para chegar alguém ou meu esposo voltar do trabalho para ficar conosco.

Quando Mariana completou um aninho fomos embora da cidade onde morávamos fomos para o interior de São Paulo. E ali cheguei ao pico das minhas dificuldades já não conseguia cuidar nem dela nem de mim mesma. Então tive apoio e fui procurar ajuda assim fui diagnosticada com síndrome do pânico e depressão. Os dias eram escuros não conseguia me concentrar em nada, Mariana mamava e ficava todo o tempo comigo. O médico Neurologista que me diagnosticou me incentivou e ajudou a tirar Mariana do peito para iniciar o tratamento. Como foi difícil eu era muito dependente dela, ela fazia meus dias seguirem por mais difíceis que eram.

Mariana iniciou com um ano e oito meses sua vida acadêmica e voltei ao mercado de trabalho com muitas dificuldades.

E hoje ficamos juntinhas meu esposo passa dias longe e graças a Deus temos uma a outra para compartilharmos nossos dias.

Mariana foi meu maior e melhor presente, incentivo, força, coragem para voltar a viver e querer viver bem. Agradeço a minha família todos os dias pelo apoio que sempre me deram ao meu esposo que cuida muito e a minha Mariana por todo o cuidado que tem a cada dia comigo. Amo-te muito filha!!! Aqui está um pouquinho da nossa história como mãe e filha, amiga e melhores amigas. Sempre juntas!!! Beijos

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