Mãe, esposa, dona de casa, como Anda a sua Saúde Emocional?


Essa semana, dividi com vocês um trecho do livro A mãe possível, onde contava a saga de uma mãe, como tantas que conhecemos, e sua árdua tarefa diária de dar conta de todos os compromissos e afazeres. Se você é mãe ou dona de casa sabe bem o que eu estou falando.

Quem nunca foi dormir depois da meia noite porque tinha que deixar tudo pronto para o dia seguinte?

Quem nunca ficou sem tomar banho, porque tinha tanta coisa para fazer que se esqueceu?

Quem nunca, enquanto fazia tarefa com o filho mais velho, preparava o jantar e ainda dava banho no pequeno, ao mesmo tempo?

Acha exagerado?

Essas foram algumas coisas que lembrei, assim por alto e aposto que se vocês aí começarem a contar suas histórias, teremos coisas muito mais mirabolantes por ouvir.

A verdade é que a mulher tem um dom – não sei se isso é dom ou castigo? – de ser multi tarefas. O fato é que essa característica trás os dois lados da moeda. Se por um lado esse dom a ajuda fazer muitas coisas ao mesmo tempo e adiantar muito das suas tarefas diárias, por outro a coloca numa prisão, pois ela fica fadada a fazer muitas tarefas, por dar conta daquela quantidade de coisas.

É claro que não podemos esquecer que temos um fator cultural que contribuiu para colocar a mulher nessa posição da cuidadora, dona de casa, o esteio da casa. A mulher também tem uma parcela de culpa, não consciente, mas ela também foi criada e educada dentro dessa cultura machista que coloca a mulher nessa posição.

E hoje quero falar com você que está cansada, esgotada e que no fim do dia tem vontade de se esconder dentro do banheiro por cinco minutos, para poder tomar um banho quente, sem ouvir: Mãeeee!!

Ao contrário do que a maioria pensa, ter saúde emocional não é sair por aí dançando na chuva, esbanjando felicidade, com o sorriso no rosto 24 horas por dia e ainda estar de bom humor sempre. Saúde emocional é muito maior do que isso. Saúde emocional é conseguir reconhecer as nossas emoções, conviver com elas de maneira consciente e ainda ter resiliência para conviver com tudo o que acontece na nossa vida. Ter saúde emocional é Viver de fato a vida!

E não pense que estou falando só do lado positivo. Temos que conviver com todas as nossas emoções, as boas e as ruins. Isso não quer dizer que não teremos dias ruins, que teremos vontade de sair correndo, mas se pudermos acolher todas as nossas emoções, poderemos tomar contato com a nossa essência, com o nosso SER Interior, com quem de fato a gente é.

Quanto mais nos conhecemos, mais saberemos quais são os nossos valores, o que nos move, o que nos deixa irritada, o que tolero e o que não tolero.

Infelizmente, temos sido criados para fingir que somos equilibrados e nessa ideia está implícito que ser equilibrado é ser feliz e que vivemos num comercial de margarina.

Isso é loucura! Negar as nossas outras emoções, a raiva, ódio, medo, angústia, etc, não nos torna pessoas mais equilibradas, mas na verdade, desequilibradas. Todas as nossas emoções têm motivo para existirem e todas elas têm função na nossa vida. Todas elas estão aí para nos mostrar que temos diferentes experiências de vida e que com elas crescemos de maneira complexa e ampla.

Bom, acho que já deu para você entender que nossas emoções são nossas aliadas no nosso autoconhecimento e que elas nos ajudam a saber quem somos e como somos.

Então não tente entrar nessa de que tem que ser perfeita e ser a Mulher Maravilha, porque você vai ficar do jeito que descrevi no inicio do texto. Você vai viver correndo de um lado para o outro, cuidando de todos e se esquecendo de você a vida toda.

Aproveite a nossa Campanha Janeiro Branco e cuide de você. Procure um psicólogo, se necessitar.

Abraços calorosos Deborah Garcia - Psicóloga - CRP: 06/62436

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