A SÍNDROME MULHER MARAVILHA?


Olá mamães e Papais,

Na semana passada trouxe o tema para vocês sobre rede de apoio. Muitas mães se queixam de não conseguir ter a rede de apoio ou de não ter tempo de qualidade fazendo suas coisas, mesmo tendo a rede de apoio.

Ao final do outro texto, disse que muitos motivos podem atrapalhar a efetividade da sua rede de apoio e o principal deles é o nosso emocional.

Responda as perguntas a seguir e veja se você está sendo impedida por algum fator emocional:

- você se culpa por não conseguir deixar seu filho com alguém?

- quando você dá uma saidinha, deixa tudo escrito e já separado para quem vai ficar com as crianças?

- quando consegue sair, fica pensando o tempo todo no que está acontecendo em casa?

- sempre pensa: - depois eu faço a unha... outro dia passo no cabeleireiro...

- não deixa o pai te ajudar nas tarefas do filho porque pensa que ele não faz nada direito?

Se você respondeu sim para mais de duas ou três questões, você está vivendo a Síndrome da mulher maravilha.

Noventa por cento das mulheres vivem essas angústias. Por detrás delas, existem idéias e crenças limitantes que são enraizadas no nosso subconsciente durante toda a nossa formação como mulher. Na educação de uma menina ainda ouvimos e somos treinadas para fazer tudo dentro de casa, tomar conta dos filhos, ter que dar conta de todos, cuidar, ter que ter a resposta para todos os problemas, não errar, etc.

Claro que isso não é privilégio somente do feminino, mas temos algumas crenças que são particularidades do nosso mundo.

A mulher vem mudando o seu papel como mãe, mas ainda sofre com a síndrome da mulher maravilha, que tem que saber de tudo. No meu texto a mãe ideal a mãe real, explorei melhor essa questão.

Crenças como essas limitam o nosso pensamento e o nosso comportamento. Por acreditarmos que temos que dar conta de tudo, que não podemos pedir ajuda, não podemos dividir as tarefas e a educação dos filhos, não poder errar, enfim, sermos perfeitas. Isso gera uma culpa muito grande dentro da mulher e a deixa amarrada e presa dentro do seu próprio pensamento.

Por isso, muitas mães mesmo tendo uma rede de apoio, não consegue se livrar desses pensamentos ou da culpa e não efetivam a sua rede de apoio. Se preocupam demais com o que os outros vão pensar, ou o que vai ser do filho dela enquanto ela estiver longe.

Algumas dicas podem ajudar nessa hora:

  1. Tente observar quais pensamentos que vêm na hora que você se imagina saindo de casa e tendo que deixar o seu filho.

  2. Anote essas crenças (pensamentos)

  3. Reflita e traga dados de realidade para conversar com essas ideias.

  4. Trave uma conversa com você mesma, baseado nos dados da realidade e perceba que existe muito mais medo e insegurança, do que efetivamente risco para a vida do seu filho.

  5. Aceite que você precisa abrir mão de alguma coisa se quiser ter a escolha de um tempo para você. Lembre-se que não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo e não podemos dar conta de tudo.

  6. Aceite que o outro não é você e que ele fará de outro jeito e está tudo bem.

  7. Seu filho vive num mundo cercado de pessoas e mesmo que você queira que ele só siga a sua forma de ser, isso ficará inviável depois de um tempo.

  8. É importante termos várias referencias e experiências de vida. Isso nos enriquece muito.

  9. O mais importante é que você não precisa ficar insegura achando que está perdendo espaço na vida do filho. Você sempre será a sua principal referência e a primeira.

  10. Tente não se preocupar com o que os outros vão pensar, reflita sobre suas prioridades, e sobre a sua saúde mental. Somente você pode avaliar o que dá certo para a sua vida. O que os outros pensam, são reflexões deles.

Um beijo e até a próxima!

Deborah Garcia - Psicóloga

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