Como andam suas emoções?

Continuando a nossa série de texto sobre o autoconhecimento, hoje quero falar das emoções. Essas que regem grande parte do nosso dia e que afetam as nossas relações.

Já parou para pensar o que anda sentindo ultimamente?

Quantas emoções sentimos durante o dia ou durante uma semana. Estressado no trânsito, preocupado no trabalho, relaxado no happy hour com os amigos, com raiva vendo as notícias... E como lidamos com essa “montanha russa”?

Quero começar uma série de reflexões com vocês sobre as nossas emoções.

Os tempos mudaram e nossa vida está cada vez mais corrida. Você também tem a sensação de que quanto mais você faz, mais falta a fazer?

A expectativa de vida aumentou, mas parece que nossa vida está passando rápido demais?

Pois é, sinal dos tempos modernos! Cada vez mais temos a agenda lotada de compromissos, perdemos muito tempo no trânsito, a nossa carga horária de trabalho também aumentou, somos multitarefas e temos múltiplos papéis.

Já ouviu falar de SOMATIZAÇÃO ou DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS?

A palavra psicossomática é de origem grega. É uma junção de duas palavras gregas: psique (psico – alma) e soma (corpo).

As doenças psicossomáticas são aquelas causadas ou agravadas por distúrbios emocionais ou sentimentos como raiva, ansiedade, angústia, medo ou desejo de vingança, pois estes estados mentais são capazes de interferir no metabolismo e na dinâmica do corpo, podendo produzir sintomas ou influenciar no surgimento e piora de doenças reais como gastrite, alterações digestivas e pressão alta. Ou seja, toda vez que você fica guardando um sentimento que lhe causou um mau estar ou que não foi muito bem processado, com o passar do tempo e o acúmulo desses sentimentos que não estão sendo “digeridos”, isso pode ser convertido para uma doença psicossomática e que muitas vezes pode vir acompanhada de sintomas físicos.

E sabe porque isso acontece?

Com o sofrimento emocional e psicológico nosso corpo pode produzir cortizol, o hormônio do stress e com a repetição desta descarga hormonal seu organismo pode ir ficando cada vez mais debilitado a ponto de adoecer. Na maioria das vezes a pessoa tem sintomas físicos, como taquicardias, tremores, dores de cabeça, dores de estômago, tonturas, etc.

Na maioria das vezes se são feitos todos os exames clínicos e a pessoa não apresenta doença física alguma.

Ultimamente, temos recebido nos consultórios cada vez mais pessoas com doenças psicossomáticas e sabe por quê?

Por tudo aquilo que descrevi acima. Estamos cada vez mais nos distanciando de nós mesmos, não estamos mais dando chance de sentir as coisas e se sentimos, logo escondemos o que estamos sentindo e jogamos para debaixo do tapete, ainda mais se aquilo exigir alguma reflexão.

Estamos evitando a frustração a qualquer custo e não estamos tomando consciência do que estamos vivendo de fato ou sentindo. Estamos passando pela vida de uma maneira superficial e buscando cada vez mais somente o prazer.

Um conselho: Da próxima vez que passar por algo difícil, sinta, deixe que aquilo tome conta de você e coloque para fora de alguma maneira: chore, grite, esbraveje, esperneie. Tome consciência do que você está sentindo, nomeie para você o que é, e o que te deixou daquela maneira. Isso tudo vai te dar ferramentas para saber qual é o seu limite e irá te fortalecer para a próxima. Enquanto jogar a “sujeira” para baixo do tapete, só trará prejuízos para você no futuro.

Bjs e até a próxima

Deborah Garcia

Deborah Garcia

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