Histórias de Conexão - Paternidade - Cristiano e Heitor

EU, SENDO PAI

Ser pai sempre foi para mim a continuação do que aprendi com meu próprio pai.

Sempre tive nele o modelo de pessoa que deveria me tornar quando fosse adulto e quando chegasse a minha vez de ser pai.

Modelo de bondade, honestidade, caridade e justiça que tinha como referência, numa vida em sociedade que me fazia sempre ter que escolher constantemente minhas companhias na vida.

Trabalhador, lutador e sofredor. Seria esse o meu destino como pai? Pensava.

Tudo isso se concretizou, exatamente no momento que me vi correndo pelo corredor do Hospital, pronto para contar a todos que meu filho tinha acabado de nascer.

Meu filho, meu melhor projeto, minha obra prima. Minha, Máquina do Tempo! Um pouquinho de mim, ficará para sempre.

Tinha tornando-me, Pai !

Minutos depois e até hoje, sei que tenho as mesmas responsabilidades em ser para o meu filho o mesmo modelo e imagem de pessoa que meu pai era e fazer com que ele sinta por mim, o mesmo orgulho que sento pelo meu pai.

As vezes paro na correria do dia e fico lembrando, quantas vezes minha mãe dizia, para eu ir ficar mais tempo ao lado do meu pai, pois ele sabia que conforme crescia, menos tempo, queria ficar com ele. Lembro-me dele sentado na cadeira na frente de casa, sozinho, esperando eu puxar uma cadeira e ficar ali, parado ao lado dele, apenas para ver as pessoas passar na rua. Já era uma felicidade para ele, sabia.

Hoje vejo meu filho crescendo, imitando alguns de meus gestos e palavrões que eventualmente solto na mesa, aprendendo minhas manias, passando a gostar de jogos, filmes de ficção e as vezes simplesmente dizendo, só quero ficar em casa, pai !

Meu pequeno, Padawan ! Que a força, sempre esteja com você.

Pois, eu sempre estarei.

Texto: Cristiano Alonso

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