Os Prejuízos do excesso dos eletrônicos na vida e no desenvolvimento das criança


Quanto tempo meu filho pode ficar nos eletrônicos?

TV também é prejudicial?

O que vai atrapalhar no desenvolvimento do meu filho se ele ficar mais 3 horas por dia no Tablet?

A partir de que idade posso deixa o meu filho no celular ou tablet?

Essas são dúvidas frequentes que escutamos dos pais. Muitos pais já sabem que o excesso de exposição aos eletrônicos pode ser prejudicial para os pequenos, mas existem alguns detalhes que quero esclarecer nesse texto.

Em primeiro lugar, quero levantar a reflexão sobre o porque essas crianças tem ficado cada vez mais expostas aos eletrônicos.

Que a internet faz parte da nossa vida e que essa nova geração não irá saber como é viver sem a internet, isso todo mundo já sabe. O que devemos refletir é que toda a nossa evolução nos traz inúmeros benefícios, mas como tudo o que é novo, também deve ser analisado os seus efeitos e como isso irá modificar a nossa vida.

E é isso que estamos fazendo, analisando os efeitos dos eletrônicos na vida das crianças. Com a nossa rotina mais atribulada, passando horas fora de casa, com a inserção da mulher no mercado de trabalho, as crianças têm passado longos períodos fora de suas casas e o tempo do brincar vem perdendo o seu espaço.

Já não temos dado tempo para a criança brincar livremente sem pressa, sem compromissos. A vida moderna, tem contribuído para os pais ficarem mais tempo fora de casa, estarem sem tempo e paciência pra educar. As crianças estão cheias de compromissos, sozinhas e precisam ser entretidas para que seus pais possam dar conta dos seus afazeres.

Não quero aqui fazer críticas aos pais, mas retratar o que tem acontecido ultimamente.

Neste cenário, encontramos os salvadores da pátria: os eletrônicos. Esses que causam verdadeiros fascínios nos nossos filhos e nos servem de babá eletrônica por algumas vezes...

Quem nunca deixou o filho na frente da TV ou do tablet para terminar um jantar?

Eu já!

O grande problema, como tudo na vida, é o excesso.

O Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o primeiro contato da criança com os eletrônicos seja após os 18 meses. Mesmo os conteúdos educativos para crianças até os 5 anos, devem ser no máximo de 1 hora por dia e com supervisão. Dos 6 aos 11 anos, o recomendado são 2 horas por dia e com supervisão aos conteúdos como sexualidade e violência.

Cientistas, estudiosos, pediatras, psiquiatras e psicólogos, vêm alertando para uma série de prejuízos na vida das crianças que ficam expostas longos períodos aos eletrônicos. Podendo ser eles físicos, sociais e psicológicos.

Vamos a eles:

- Estudos mostram a relação do uso excessivo das telas ao TDAH (transtorno do déficit de atenção). A velocidade, o excesso de cor e rapidez dos conteúdos audiovisuais, podem alterar as respostas neurais da criança. O cérebro da criança, que ainda está em formação, se acostuma aquele excesso de informação e a respostas cada vez mais rápidas.

- Ansiedade e depressão: o uso das telas faz com que as crianças fiquem cada vez mais isoladas e não aproveitem a vida real para treinar habilidades como socialização, por exemplo. Assim a tendência é se isolar cada vez mais, causando ansiedade quando a criança necessita de um convívio real. Muitas crianças não sabem brincar e nem como agir junto de outras crianças, pois os jogos ou os aplicativos não são competidores reais, não causam frustração.

- Insônia: Muitos pais reclamam que seus filhos dormem muito tarde ou que acordam de madrugada para ficar jogando.

- Obesidade: com a dependência e passando cada vez mais tempo na frente das telas, a criança não tem vontade de brincar ou se exercitar. Estão cada vez mais passivas frente a vida.

- Agressividade: as crianças muito pequenas, logo são alvo fácil do vicio das telas, pois aquilo tudo é muito interessante e quando são tiradas da frente delas, agem com agressividade e birra. Muitos pais se veem rendidos em relação a isso e acabam cedendo, o que faz com que se instale um ciclo vicioso.

- Prejuízos no desenvolvimento também são vistos. Já que a criança não brinca mais e passa cada vez mais no sedentarismo, acaba tendo prejuízos na coordenação motora, equilíbrio, lateralidade, agilidade, perdas sensoriais, na escrita, leitura e por aí vai. Muitas dessas habilidades são desenvolvidas no brincar.

- Raciocínio: Como disse acima a criança não precisa interagir muito com o jogo ou com o que ela está assistindo. Se acostuma somente a receber e não necessita pensar.

- Paciência: se acostumam a ter tudo muito rápido, não conseguem esperar e acham que o mundo é desta forma.

- Violência, sexualidade: as crianças ficam muito expostas e podem ser vitimas fáceis na mão de pessoas mal-intencionadas como já ocorreu nos jogos MOMO e Baleia Azul. Além de não estarem preparadas para alguns assuntos que não são compatíveis a idade.

Enfim, são inúmeros os prejuízos no desenvolvimento dos nossos filhos. Como disse acima, a tecnologia tem as suas vantagens e nos trouxe uma série de avanços, mas precisamos tomar cuidado com o seu uso e principalmente com o exagero.

Devemos ser os mediadores desse uso e os mentores no que diz respeito ao que é certo e errado.

Peço que vocês, como pais e mães, façam também uma reflexão ao seu uso dos eletrônicos também. Lembrando que somos os exemplos dos nossos filhos. Será que você também não está exagerando?

Deborah Garcia - Psicóloga, Psicopedagoga e Coach familiar

Devemos estar conectados aos nossos filhos e não aos aparelhos.

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