Ser ou não ser feminista? Eis a questão.


Esse não é o melhor momento para entrar nessa discussão, visto que os ânimos estão um pouco exacerbados. Ultimamente, algumas pessoas não estão muito propensas a refletir sobre diferentes pontos de vistas, mas achei que deveria propor a reflexão, como sempre fiz por aqui.

Quem me acompanha sabe qual é o meu estilo e como gosto de te tirar da zona de conforto. Então vamos lá.

Não quero entrar no mérito de quem está certo ou errado. Não é uma questão de ficar de um lado ou de outro. É uma questão de reflexão e direito de dizer o que ficou calado dentro de nós a muito tempo.

Não sei se posso me considerar uma feminista, pois fui criada numa educação machista e muito do que foi me ensinado ecoa dentro de mim como sendo o certo, mesmo que algumas vezes me soe estranho e que eu sinta diferente.

Não tenho muito embasamento para defender ou ser feminista, mas sinto que não concordo mais em aceitar tudo o que nos foi imposto até o momento pelo patriarcado e pelo machismo. Entendo que essas eram as regras que valiam até um tempo atrás, mas sei também que muita coisa vem mudando. Estamos tendo muitos avanços em todas as áreas e o que não se pode negar é que as diferenças de gêneros existem.

Não quero levantar a bandeira aqui que devemos ser melhores ou mais que os homens, mas entender que temos direitos e deveres assim como eles. Aliás o que eu acredito é que somos diferentes e que devemos valorizar o que temos de melhor para vivermos cada vez mais plenos e com todas as nossas potencialidades.

Há muitos livros e estudos que comprovam a força que a mulher tem e como ela consegue orquestrar muitas coisas ao mesmo tempo. Esse foi um ponto forte, que ao meu ver tem sido mal explorado, pois se isso era uma vantagem, nos aprisionou numa culpa de ter que dar conta de tudo e de todos.

Sugiro não uma briga para ver quem é melhor ou pior, mas que possamos ser livres e aceitar as nossas diferenças, até mesmo dentro do próprio universo feminino. Quem disse que toda mulher é forte? Quem disse que todo homem não é sentimental? Por que temos essa mania de ter que diagnosticar, colocar dentro de padrões e dar rótulos.

Outro dia estava conversando com uma amiga sobre esse tema e ela me disse exatamente isso: não é uma questão de ser melhor ou pior, é uma questão de lutar pelos seus direitos.

Então o que eu luto não é por um nome, por fazer parte e um grupo, mas luto por me respeitarem da maneira como eu sou ou como eu penso.

Cada ser humano é um universo complexo e cheio de particularidades. Gostaria que você que leu até aqui, pudesse sempre se colocar no lugar do outro que está a sua frente, sendo ele homem, mulher, criança, adulto, idoso, branco, negro, cor de rosa, com duas cabeças ou sem nenhuma. E que você de fato fizesse o exercício de ouvir e tentar entender o ponto de vista do outro. Para isso seria necessário por alguns minutos que você se despisse dos seus pontos de vistas e das suas ideias para de fato tentar aprender algo novo. Assim todos nós sairíamos ganhando e mais evoluídos disso tudo.

E se você saiu da zona de conforto e por algum motivo se sentiu tocado com o que eu disse, me deixe saber o que você pensou. Coloque aí nos comentários a sua opinião. Deixe que eu cresça também com o seu ponto de vista.

Um beijo

Deborah Garcia - Psicóloga, Arteterapeuta e Coach Familiar

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square