Como fazer quando a família interfere na sua vida e na criação dos filhos?


Essa semana, estou causando por aqui. Trouxe assuntos bem polêmicos, mas que a meu ver são extremamente necessários de serem discutidos.

Recebo muitas perguntas de mães que não sabem o que fazer quando a sua família ou a família do marido interferem na sua vida ou na educação dos seus filhos.

Bom, vamos lá!

Tudo começa com a palavra limite. Já ouviu aquela frase que diz que quem casa, quer casa!

É exatamente isso.

Muitas vezes os pais ou o filho que sai da casa dos pais, não deixa claro que tudo agora mudou. Então se antes os pais tinham livre acesso a vida dos filhos, agora os dois lados têm que entender que isso não será mais possível.

Para os pais a dificuldade se encontra em ter que cortar o vínculo afetivo e deixar o filho voar. Já o filho precisa assumir a sua maturidade e de fato assumir a sua nova condição de vida.

Mas nem sempre isso está claro para algum dos lados. Muitas vezes os pais não entendem esse limite e acabam agindo com os filhos como se ainda o controle das decisões estivesse nas suas mãos. Muitos pais não fazem isso por mal, mas a explicação para isso está no tipo de relação que foi estabelecida e no vínculo desses pais com seus filhos.

Então se uma família tinha uma posição autoritária ou superprotetora com o filho, muito provavelmente esses limites não ficavam claros e aí a coisa se perpetua para a vida de casado do filho.

O filho que por sua vez, pode ter um sentimento de abandono, caso não estiver se sentindo seguro para alçar voo solo e por conveniência mantem o vínculo de dependência com seus pais. Afetando assim a sua nova fase de vida.

Muitos casamentos começam com essas confusões de sentimentos e clarezas nas ações.

Para o filho que está saindo de casa, é necessário que se busque essa maturidade e tente cortar essa dependência dos pais para se adaptar a nova vida com o seu parceiro. A parceria do casal deve ser estabelecida desde o começo, onde um irá se apoiar no outro e decidirem juntos como será o andamento da nova família que se está formando. Para isso, necessitamos colocar um limite nos palpites e interferências dos pais. As regras que valiam na casa dos seus pais ou na sua vida de solteiro não cabem mais na sua vida nova.

É uma tarefa muito dura e muitas vezes sentida pelos pais como um sentimento de traição ou ingratidão pela ajuda oferecida.

Cabe aos pais também entenderem que é chegada a hora de deixar o filho caminhar com suas próprias pernas e se reestruturarem dentro da sua nova dinâmica familiar.

A relação mais confusa e clássica desse assunto são as brigas e desavenças entre a sogra e as noras. E as interferências na educação dos netos, mas esse é um assunto para outro texto.

O fato é que necessitamos aprender a caminharmos sozinhos sendo filhos ou pais. Temos que entender que em algum momento, se é necessário cortar o cordão umbilical emocional.

Sugiro que o lado que perceber essa necessidade, o faça com muito carinho e longas conversas, pois pode ser um momento difícil, mas não impossível.

E assim todos saem ganhando nessa história.

Bjs

Deborah Garcia – Psicóloga, Arteterapeuta e Coach Familiar

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