O que á carga mental?

Há algum tempo atrás, a artista Francesa Emma, criou uma história em quadrinhos sobre a “Carga Mental” que ganhou o mundo e ajudou na luta e divulgação de uma situação corriqueira e estressante que acontece na maioria dos lares.

Seus quadrinhos mostram o quanto o peso que a gerência da casa e a criação dos filhos deixam a mulher num nível de estresse e que podem causar sérios problemas emocionais e físicos. (já ouviu falar da síndrome de Burnout?)

Infelizmente nós carregamos essa herança de uma sociedade machista e patriarcal. Nossa educação sobrecarrega a mulher e dá a ela a total função de que é dela a responsabilidade de gerenciar e gestar todas as funções do lar e da criação e bem estar dos filhos.

A situação é revoltante, pois o que estressa não é o cansaço físico, mas mental. Ficar o dia todo pensando em tudo o que se tem que fazer e ter que gestar não só a sua vida, dos filhos, mas na maioria das vezes do marido também. A grande reclamação da maioria das mulheres é que essa função é solitária, porque mesmo que se tenha um parceiro, esse não divide essa carga mental. Quando se tem um marido que ajuda, isso vem na forma de divisão de tarefas, mas não na gestão, preocupação com a rotina e detalhes do que se tem para fazer

Sem falar na culpa que carregamos e que é imposta para nós que se algo der errado na casa ou com os filhos, mesmos que ela tenha um parceiro, quem será questionado ou criticada será a mulher. O trabalho de gerenciar a casa e os filhos é invisível e interminável.

Costumo dizer que a quantidade de coisa que se faz dentro de uma casa parece uma narração daqueles caras de rodeio ou de jogo de futebol. É uma lista infinita, invisível e injusta, pois você passa o dia arrumando limpando e ajeitando para tudo estar fora do lugar de novo no dia seguinte. E é acima de tudo uma função que não é reconhecida, não recebemos salário por isso e invisível, pois se tem incutido na cabeça das pessoas que não precisa se preocupar para fazer, pois magicamente tudo vai estar no lugar.

Também quero que você se sinta convidada em vir nessa jornada junto comigo. Vamos quebrar esses paradigmas, vamos nos fortalecer e buscar juntas soluções que te coloquem também como protagonista da sua história.

E você aí como acha que pode quebrar esse “ciclo vicioso”?

Que todas nós estamos cansadas, estressadas e precisamos fazer algo mudar, a gente já está careca de saber.

Já te provoquei bastante e agora é chegada a hora de buscarmos agir diferente.

Tenho algumas dicas:

- Primeiro lugar você precisa quebrar essas crenças dentro de você. A crença de que você tem que fazer tudo, que é sua e só sua a responsabilidade de fazer ou de gerir essa casa.

- Se você tem filhos ou marido, precisa que eles percebam que a casa e a vida também é deles. Tem que se começar a dividir. Claro, que não vai ser da noite para o dia e nem tudo vai ser mil maravilhas, mas é necessário tentar.

- Vá com calma e dê um passo de cada vez. Estabeleça alguma mudança e implemente – a. Vá persistindo e avaliando e se necessário recalcule a rota, mas não desista.

- Coloque pequenos momento de lazer para você no dia. Lembre-se que você também tem vida e não nasceu só para servir. Tem direitos, faz parte das prioridades algo para você também.

- Procure escrever seus afazeres no papel, ajuda a descarregar e fazer espaço na cabeça. Ficar tentando lembrar de tudo é impossível não esquecer de algo e a vida vai te apresentando outras prioridades durante o dia e tendo o apoio do papel fica mais fácil.

Assim a balança vai ficando mais equilibrada e você menos estressada. Aguentará mais a rotina cheia no dia a dia.

Deixe aí nos comentários como você tem sentido essa carga mental na sua rotina? Já conseguiu diminui-la? o que tem feito?

Vamos conversar

bjs

Deborah Garcia.

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